Biblioteca da Vida
- poetadohorizonte

- 27 de fev.
- 1 min de leitura
Tenho outras mãos
que vasculham o Vento amarelo
Nele torço pedaços
de toques e palavras
Como se cria um dicionário
para tudo que é impossível?
Desses registros antigos
escondo maiores definições
Como se fala do Vento amarelo
tudo que se desfaz?
Sinto invasões ancestrais
das misturas de sentimentos
Não ter mais qualquer sinceridade
porque tudo é rascunho mal feito
Uma apreensão e tamanho
na proporção do Deserto
Quis dizer mais um pouco
como se por teimosia
Também falta de sabedoria
para calar onde tudo é partida
Quis vender aos punhados
como se tivesse posses
Mas talvez seja só o espelho
esperando minha falta de rosto
Sim, perder cabeças como infiel
ou talvez por alguma certeza
O reflexo não pergunta mais
o descanso de minha Luz
Providenciar estritamente as horas
para nada dizer
Providenciar totalmente os materiais
para apenas esperar
Parecia que algum anjo lunático
estava lendo na Biblioteca da Vida
Um exemplar com meu nome
e percebeu que não havia história
A partir de um verso
todas as letras sumiam
Sumiam imensamente
a ponto de não deixar vestígio
Como se tudo ressoasse
a fagulhas de vida eterna
Absurdo maior foi que neste verso
comecei a viver...
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