top of page
Buscar

O último sangue

O céu interrompido

entre nuvens e acasos

Cumprindo a pintura

além do Além do rupestre


Com luzes que revelam

escondendo as vestes de Deus

Todos os poros

fazem o concreto dos prédios dançantes


Bailam ao Vento

como se fosse fácil

Pedem do vidro

muito mais que o reflexo


São vitrais com pedras

e escavações do grande Mistério

O feixe nublado e arenoso

traz as minhas cores antes de mim...


Talvez fosse a Vida

talvez fosse o escriba

Talvez fosse a hora

talvez fosse o sentimento


Mas nada disso era menor

que meu Cor-Ação

Buscando pulsar

meu último sangue


E este último era muito antes

o primeiro sangue

O sangue de Deus

em letras hebraicas


Hieróglifos buscando

o ressoar da chama

Porque tudo chama

quando o nome é de Deus


Cada instante é maior

que a dispersão

Pois um dia tudo volta

a casa do Pai


E nela a festa novamente

por algo que nunca se distorceu

Afinal, como se desvia a Luz

do último Espelho?


Toda hora tem algo

da cor da Vida

Uma projeção infinita

de tudo que é Amor


E agora do tamanho do Vento

faço morada no Horizonte

Só para lembrar o outro lado

que ainda estou caminhando...

 
 
 

Posts recentes

Ver tudo
Biblioteca da Vida

Tenho outras mãos que vasculham o Vento amarelo Nele torço pedaços de toques e palavras Como se cria um dicionário para tudo que é impossível? Desses registros antigos escondo maiores definições Como

 
 
 
Compromissos eternos

Não sei o tamanho da noite mas ainda escrevo cartas brancas Que já não tem nada a dizer e por isso mesmo, dizendo tudo Como se cada branco fosse único com uma mensagem do impossível Talvez acendendo o

 
 
 
Das outras perguntas

Quando perguntarem do Vento e do Destino Ter os Olhos no limite do Céu Quando perguntarem da canção e seus silêncios Ter a mão no prazo das despedidas Quando perguntarem das cartas e as grande históri

 
 
 

Comentários


bottom of page