O último sangue
- poetadohorizonte

- 29 de mai.
- 1 min de leitura
O céu interrompido
entre nuvens e acasos
Cumprindo a pintura
além do Além do rupestre
Com luzes que revelam
escondendo as vestes de Deus
Todos os poros
fazem o concreto dos prédios dançantes
Bailam ao Vento
como se fosse fácil
Pedem do vidro
muito mais que o reflexo
São vitrais com pedras
e escavações do grande Mistério
O feixe nublado e arenoso
traz as minhas cores antes de mim...
Talvez fosse a Vida
talvez fosse o escriba
Talvez fosse a hora
talvez fosse o sentimento
Mas nada disso era menor
que meu Cor-Ação
Buscando pulsar
meu último sangue
E este último era muito antes
o primeiro sangue
O sangue de Deus
em letras hebraicas
Hieróglifos buscando
o ressoar da chama
Porque tudo chama
quando o nome é de Deus
Cada instante é maior
que a dispersão
Pois um dia tudo volta
a casa do Pai
E nela a festa novamente
por algo que nunca se distorceu
Afinal, como se desvia a Luz
do último Espelho?
Toda hora tem algo
da cor da Vida
Uma projeção infinita
de tudo que é Amor
E agora do tamanho do Vento
faço morada no Horizonte
Só para lembrar o outro lado
que ainda estou caminhando...
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