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Carta a um Eu Verdadeiro

Sabe, caro amigo, um dia tive ideias... Não eram simples, porque atravessavam algo muito além do explicável, e assim não serão simples as palavras que colocarei nesta carta, por isso de antemão já peço, o quanto seja possível, a devida paciência para acompanhar os pedaços que têm surgido em minha Alma. A Verdade surgiu em mim muito maior do que esperava, e é claro que diante dos homens esta Verdade, apesar de simples, aliás muito simples para os olhos atentos, toma proporções tão grandes porque tocam feridas humanas, muitas vezes expostas na frente de qualquer um, egos, posições, status e claro e principalmente o dinheiro instituído sobre as mentiras que os incautos aceitam e compram com o preço de suas vidas, sem muito questionamento. Eu questiono... Eis aí uma característica inveterada da minha Alma, questionar (!), e que nunca irei perder, pois aí teria perdido a própria Alma... E pergunto, caro amigo, de que vale uma Vida sem Alma? De que vale seguir se a Alma se foi? Uma carcaça pronta a ser devorada pelos chacais. Eis aí outra verdade dos homens sem Alma... Voltemos. Como vou explicar? Fico com meus passos combinados aos Olhos pela curiosidade imensa de amar e compreender a Vida. E a compreensão escapa ao "palavrar" diário. Aliás, não tenho como lhe comunicar a Verdade. Tenho Olhos, tenho Vida, ando, mas não posso lhe dizer o que se passa em mim, porque tudo escapa e é fugidio. Qualquer compreensão mais profunda escapa ao que posso nesta carta lhe dizer. Por isso, só me resta calar. É uma impossibilidade, não há muito como dizer, se dissesse certamente o que algumas escrituras dizem de Deus, seríamos fulminados pela integralidade da Verdade e sua luminosa energia infinita. Por isso início esta carta com o agradecimento, que é tão infinito quanto a Verdade. Por isso, não quero por hoje, e talvez só por hoje, derreter a sociedade em que estamos e suas feridas gigantes. Pois que fique assim, porque vejo secretamente que em tudo, e digo tudo querendo dizer TUDO, há uma ordem estabelecida, assim como o Sol tem em relação à Terra, assim os homens têm uma ordem, que confesso ainda não compreendo bem, mas sei que há e confio nessa Ordem. Por isso, nesta carta, terei de silenciar neste momento, por confiar em Mim, na Verdade (que sou Eu) e claro nesta Ordem. Por essa Ordem que me ordenou a lhe confidenciar mais sobre minha Alma apenas pessoalmente. Fiquemos com o nosso encontro onde falarei de grandes Mistérios da Alma e do Universo. Até os nossos Olhos...

 
 
 

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