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Casa sem hóspede

Encontrar uma Casa muito além do além São poros sensíveis de uma outra Jornada Não há mais Busca se não há buscador Por isso impera também outra Con-Sciência Não sei se o Dia intercala calando a Noite Ou se simplesmente se desfaz Ter Janelas nesta Casa não é mais prioridade O que dela se passa apenas passa e nada a dizer Um Poeta inventa palavras quase adormecidas Não porque não são faladas mas justamente porque falam muito Esse Casa é silenciosa com uma maestria Essa Casa tem mais que o Viajante Nada pode ser dito e o Poeta insiste Afinal encontrar a Casa é muito mais que um Lar É despedida das horas cruas que ruminam Um outro Poeta também sabe de sua Casa E mesmo assim as eras preservaram as palavras Como lembrete último do inominável A Casa não se despede ou se arruina Mas não tem mais nenhum hóspede Por isso o pão esquecido agora também é outro Em suma Outro no além do além Guardam-se Chaves muito antes das Portas E mesmo assim poucos se deram a ver Esta tem um esmero vivo de um Espírito Sua sagração muito mais que algum Mistério O que ronda o início já sendo seu fim perfeito Tem-se Vida e algumas migalhas Nela não se esconde mais o Pão Mas todo o fermento que fez o bolo maior Nessa Casa não se falam línguas falam-se olhos inteiros Todos desvendados com Silêncio Olhos sinceros embora totalmente invisíveis Porque a Casa se assemelha bem mais ao Grande Deserto Para Ela não há Chave apenas a Porta do Mistério Completamente, por sinal, escancarada E foi nessa Casa sem nome ou número porque o Caminho se desfez É que fui habitar meu CorAção...

 
 
 

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