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Clamor de Amor

Atualizado: 18 de nov. de 2024

Queria dizer algo

como um convite

Que a festa de início

podia ter sido minha


Que mesmo sem aplausos

o rosto último tinha tudo

Tinha tudo a dizer

mais que estas letras


Quem tem o império

para determinar e cravar a Vida?

Quem tem a estratégia

para esse terreno sem volta?


Queria dizer algo

como os mestres

Que tinha a palavra de início

muito antes de serem certas


Queria dizer algo

que morasse em algum coração

Talvez como lembrete

irrevogável de que passamos


Convocar a liderança do mundo

para todos os empenhos

E quando todos estiverem prontos

finalmente com alegria desistir


Desistir de conquistar,

desistir de lembrar

Desistir de marcar,

Desistir de falar


Não por covardia,

aí seria outro o discurso

Mas por coragem absurda

de perceber a inutilidade


Perceber que a palavra

jamais une o que o Vento leva

Perceber que as horas vão

muito antes de qualquer calendário


Perceber a encenação

que tende à pequenez

E que nela há alguma dose

de sumida sabedoria...


Talvez aí, atordoado e completo

de um único Silêncio

Surja a palavra derradeira

que clamará o meu Amor...

 
 
 

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