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Memórias divinas

As memórias do Poeta do Horizonte podem ser resumidas neste poema, quem O entender, compreende toda sua Obra... Em cada pormenor, afinal, o menor é o Infinito de todos e de ninguém... Vamos à Poesia:


Memórias Divinas


A Biblioteca de Deus

tem meu nome

Sou o guardador último

secreto e real


Mas como se cuida

de um místico?

Qual sua Guarda Real

antes do Império?


Seu Silêncio é sua

perfeita guarnição

Ao seu Absoluto

devota ares e passos


Tudo que veste é

maior mesmo roto

Pois sua Jade

ou Jasmin é escondida


Atravessa seu Deserto

com a única certeza

De que a brincadeira

pode ser séria e calma


Em sua perfeição contida

acalma as águas

Dos que amam

sabe sem nome


Canta com a mesma

presteza dos que saem

Tem a versatilidade

de atravessar Caminhos


E mesmo assim amanhece

com outros olhos no Sempre

Pois guardou o Ouro

que nunca acendeu


Pois todos os vitrais

das catedrais de estrelas úmidas

Têm essa Luz

sem nunca queimar


E as letras correm

porque não foram vistas

Pelos olhos adormecidos e apagados

de quem tem a madrugada


E agora tem um Dicionário

na última sala de Deus

Como prenúncio

de todas as vidas...


Quem sabe isso

entendeu

O Silêncio

e o Ouro...

 
 
 

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