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Sem Mago de novo...
















Todos têm a cama e a Noite

mas poucos a Glória do Eterno

Quem iria cantar tudo

sem um único nome?


Por que dormir

quando a miragem se vai?

Quem responde

onde não há nenhuma pergunta?


Tudo versa e espalha

a Voz perfeita

Não que houvesse algo

a realmente ser dito


Mas é Espelho e Balança

de tudo que flutua

Entre os sonhos

e a pausa das horas escondidas


Querer ter alguém para contar

seria um milagre maior

Mas tudo é uma mágica

sem nenhum Mago


Porque de novo seguimos

por estradas e pousadas

Que ainda contam

a mesma história


E talvez fosse melhor

não dizer o tamanho do Amor

Porque o Peito encolhe

quando tudo for Verdade


Ali se esconde um Amado

um carinhoso esconderijo

Onde se recitam orações

todas inteiras de apenas gratidão...

 
 
 

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