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Tenho em Mim

Tenho um Deus cigano no meio da Vida Tenho em mim o espelho das Flores Corro tudo porque tenho em mim outros passos Visto o enigma porque tenho em mim o destino Tenho em mim os poros desse Deus Andarilho e maltrapilho embora majestoso Tenho em mim algo de encanto e inocência Que parece não caber no tamanho da minha gratidão Invisto muito além do que os brilhos fingidos Porque tenho em mim a riqueza que ninguém pode roer Tenho em mim meu próprio relógio do infinito Com horas completamente emprestadas de outro Deserto Tenho em mim uma certa vontade De ainda pode pular não sobre corpos, mas sobre almas E ainda com essa vontade alimentar o pedaço perfeito Desse Deus andarilho que dança no meu Cor-Ação Tenho em mim não mais o esconderijo Desse Deus quase atordoado porque muitas vezes esquecido Tenho em mim a mesma verdade De saber que não posso escondê-lo pois é o mais do simples invisível Tenho em mim o rosto que aprendeu a cantar Mesmo que a música esteja distante aprendi a dançar no ritmo Tenho em mim muita mais que uma lembrança Mas o esquecimento perfeito onde tudo pode começar a nascer Tenho em mim um além do além Que sussurra em Vento uma despedida grave Tenho em mim o Amor que ultrapassa Os Olhos de quem acha que vê Tenho em mim o início febril de uma Vida Onde só há expansão e possibilidades Tenho em mim uma miríade de Anjos Buscando cantar muito mais que a Voz Tenho em mim a Noite inteira Que nunca esperou a madrugada ou o Sol para brincar de raiar Tenho em mim a criança verdadeira Que nunca escapou porque nunca esteve presa Tenho em mim a alimentação além dos relógios Programando a corrida infeliz da qual só resta compaixão Tenho em mim por fim o que nunca é fim Porque veste minhas horas com o sorriso fácil da invenção do Horizonte...

 
 
 

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